sobrecarga

 

Sobrecarga. Um sinal de alerta.

A sobrecarga nas instalações elétricas é um problema enfrentado em muitos imóveis, que prejudica o bem estar e a qualidade de vida dos moradores. Este tipo de dano acontece por causa do excesso de eletrodomésticos e eletrônicos conectados a rede.

Um estudo realizado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) comprovou que a sobrecarga das instalações elétricas acontece com mais frequência do que se imagina. Das 45 pessoas entrevistadas na pesquisa, 40 afirmaram que o desarme do disjuntor ou a queima do fusível ocorriam com a utilização normal da rede, sendo a falta de uma adequação da rede elétrica o principal motivo. sobrecarga-instalações-elétricas

 

Porque ocorre a sobrecarga

A sobrecarga acontece quando a intensidade de corrente que passa pelo circuito é maior do que a prevista pelo projeto elétrico. Para saber se algo está errado, é preciso ficar atento a aquecimentos, mudanças de cor e ressecamentos nas tomadas, além de desligamentos no disjuntor, o que acontece quando a corrente elétrica ultrapassa o limite de intensidade.

Durante o inverno a incidência de sobrecargas é maior porque muitos dos aparelhos usados nessa época demandam mais corrente elétrica, como é o caso de aquecedores, chuveiros e outros equipamentos voltados para o controle térmico.

No verão ocorre o mesmo. As altas temperaturas elevam o uso de ventiladores e equipamentos de ar condicionado, mas nem sempre os moradores tomam os devidos cuidados para evitar problemas na rede elétrica, que podem ajudar a evitar incêndios.

Na hora de instalar equipamentos como ar condicionado, chuveiros mais fortes ou motor para piscinas, por exemplo, é importante chamar um técnico para que ele realize uma avaliação da rede elétrica da casa. O imóvel pode não estar preparado e a análise ajuda a evitar sobrecargas.

 

Um problema comum

A falta de adequação da rede elétrica acontece tanto em imóveis novos como antigos e os moradores apenas se dão conta disso justamente quando o disjuntor começa a desarmar. Um instrutor do Senai, afirma que esse desarme acontece com mais frequência durante o inverno porque os aparelhos usados para controle térmico, como o aquecedor, chuveiro e torneiras elétricas, demandam mais corrente elétrica.

O instrutor ainda explica que as pessoas precisam entender que a queda do disjuntor não é o problema, mas sim a medida de segurança acionada automaticamente pela instalação elétrica quando há risco na rede. Por isso, não se deve apenas trocar o disjuntor por um de maior valor nominal para evitar os desarmes. “Se você apenas troca o disjuntor e mantém a mesma fiação, os fios começam a esquentar e o disjuntor não vai avisar sobre o risco de curto-circuito e incêndio”, comenta.

O profissional mencionam que o primeiro passo para evitar a sobrecarga da rede elétrica é evitar o uso de benjamins e extensões para suprir a falta de tomadas no ambiente. Além disso, é preciso que os moradores adquiram aparelhos que tenham consumo de energia e intensidade de corrente elétrica compatível com o dimensionamento de sua residência.

 

Confira a seguir algumas dicas para evitar transtornos

  • Qualquer sinal de que há algo errado com as instalações deve ser levado a sério. Se fios e cabos apresentarem sinal de aquecimento, procure imediatamente um profissional qualificado para solucionar o problema.
  •  

  • A sobrecarga de energia pode ser evitada ao reduzir o número de extensões e benjamins em casa.
  •  

  • Construções mais antigas têm maiores chances de sofrer com a sobrecarga de energia, por isso é recomendado realizar uma reforma no sistema elétrico a cada cinco anos. Esta avaliação permite diagnosticar e resolver problemas.
  •  

  • Certifique-se de que eletrodomésticos e eletrônicos sejam compatíveis com a intensidade de corrente elétrica suportada pelas instalações.

 

Como saber a capacidade da instalação?

Para quem adquire um imóvel novo, as informações sobre a capacidade da instalação elétrica em cada ambiente da residência devem estar descritas no manual de uso entregue pelas construtoras aos proprietários. Nos demais casos, o ideal é que se consulte um técnico em eletricidade ou engenheiro eletricista para que ele indique a capacidade da rede elétrica da casa.

O instrutor do Senai menciona que equipamentos de maior potência precisam ter um circuito elétrico exclusivo para eles, sem que outros aparelhos estejam ligados à mesma fiação de transporte de eletricidade. Este é o caso, por exemplo, da geladeira, do chuveiro, do ar-condicionado, das lavadoras e secadoras de roupas, das máquinas de lavar louças e até do micro-ondas.

Para o aquecedor também é indicado que se crie um circuito exclusivo. De acordo com o diretor de operações da AES Eletropaulo, Otavio Grilo, o consumo deste aparelho é equivalente ao de um chuveiro. O instrutor comenta que no caso de aquecedores portáteis de baixa potência, em média 1800 Watts, é possível que eles sejam ligados em tomadas comuns. No entanto, ressalta que a capacidade e a quantidade de aparelhos ligados em um ambiente podem fazer com que ao acionar o aquecedor na sala, por exemplo, ele provoque o desarme do disjuntor, enquanto no quarto o funcionamento ocorra sem problemas.

O profissional ainda explica que, na hora de comprar, os consumidores devem passar a dar preferência aos equipamentos classificados como A pelo selo de eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, Procel. “O índice A faz diferença. Quando um aparelho tem índice C significa que ele consome mais energia para ter o mesmo desempenho que um classificado como A. E se consome mais está deslocando mais carga na fiação”, observa.

 

Na hora de comprar, dê preferência aos equipamentos classificados como A  pelo selo de eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, Procel. (Foto: Reprodução/CB)

Na hora de comprar, dê preferência aos equipamentos classificados como A pelo selo de eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, Procel. (Foto: Reprodução/CB)

 

Lembre-se

A prática mais comum é esperar algum problema elétrico aparecer para, só então, pensar em uma intervenção. Mas a atitude mais segura e econômica é prevenir, fazendo manutenções periódicas que identifiquem falhas em seu estágio inicial.

A frequência recomendável para inspeção elétrica varia em função de particularidades como a qualidade do projeto elétrico e do material utilizado em sua execução. De modo geral, o indicado é fazer essa verificação uma vez ao ano, sempre com profissionais capacitados.

Em construções novas e de boa qualidade é possível estender esse prazo para até cinco anos. Mesmo assim, sempre que for acrescentar um novo equipamento elétrico de grande potência, deve-se realizar uma inspeção para checar se a instalação está preparada para comportar esse aumento de demanda. Isso vale principalmente para aparelhos de ar condicionado, incluindo os portáteis.

     

Fonte: G1, FL, Tecnogera, BBEL, Estilo

     

(Este conteúdo foi visitado 112 vez(es) | 1 visita(s) hoje)
Você também pode ser interessar por:

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Você pode usar HTML tags e atributos:

    <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>